Home Data de criação : 09/04/02 Última atualização : 11/10/17 16:31 / 9 Artigos publicados

Loucura Sadia.  escrito em quarta 08 abril 2009 22:20

Tempestade

Absorvido em minha loucura,

Nada era tão perfeito para minha vida.

Jogava-me destemido

Sem medir riscos ou abrigos

Diante de qualquer perigo.

Minha emoção suplantava com gozo,

Imagens adoráveis de tempestades,

Saboreando cada retângulo inserido

Com doce apreço escolhido.

Deixava-me flutuar em minha insanidade,

Sonhos rasgados sem tecidos

Onde raios de furacões cortavam

Qualquer esforço de um sentido.

Criava situações intricadas,

Fazendo minha mente criar

Horrores que me faziam deliciar.

Não sou doente.

Apenas sou o que você chama de louco.

Mas minha loucura é tão sadia,

Que para mim,

A humanidade é a única doente,

Pois destrói tudo que cria.

Carlos.

 

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Nosos Caminhos  escrito em segunda 06 abril 2009 15:03

Poemas

 

Nossos Caminhos.

 

 

Venha para junto de mim.

Segure minha mão

E vamos caminhar de mãos dadas.

Quando se cansar não desanime,

Basta pedir que te carrego nos braços.

 

Se sentires sede,

Pegas da minha água.

Ela veio do orvalho da noite.

Se sentires falta de amor,

Pegas de mim.

Ele brotou dos corações sinceros.

 

Venha comigo.

Te levarei a um reino

Onde só existe paz.

Ele veio do coração cósmico

Para ser mostrado a todos

Que como tu, deseja a luz.

 

 

Carlos.

 

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Por Fim te Encontrei  escrito em segunda 06 abril 2009 12:05

Poema

 

Andei a tua procura

Em muitos lugares.

Te procurei em palácio,

Em grandes mansões,

Em casas de praias

Em cima de morros,

E na tua procura,

Feri outros corações.

 

Te procurei em bares,

Em todos os botequins.

Te procurei nas favelas

E até gritei por socorro.

Te procurei em cabarés,

Em ruas escuras sem adornos,

Até ajuda pedi aos querubins,

E nunca te encontrei.

 

Depois de tanta procura,

Eis que te encontro aos trapos

Andando pelas ruas

Mal vestida, quase nua.

Não me importei.

Te carreguei em meus braços,

Te beijei, te amei.

E nunca mais te deixei.

Carlos.
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Alma Nua  (Poemas) escrito em domingo 05 abril 2009 14:52

 

Mistica

Ao passar pela porta do teu coração parei.

Permaneci parado em contemplação.

No principio era só um brilho,

Depois, já era maior que a lua,

E logo maior que o sol.

Em pouco tempo

Eras toda uma constelação.

 

Para onde olhasse,

Só teu imenso brilho via.

Sentia teus cabelos,

Sentia tuas mãos,

Teu cheiro, teus lábios,

Teus mais profundos desejos.

 

Sentia teu corpo aquecido de paixão;

Sentia teu afago de amor.

Sentia teus beijos com ardor,

Com lembranças de uma vida anterior.

 

Sentia a todo instante teu chamado,

Teu clamor incessante

Era como cânticos encantados.

E a cada chamado teu,

Crescia tua luz diante de mim

 Embriagando-me com teu intenso brilho

Envolvendo-me em doces desejos.

 

E por um instante eu pude ver

Tua alma por inteira

Diante de mim a resplandecer,

Despida da inveja, do orgulho, do ódio,

E de tantos outros pecados

Desnudada das imperfeições mundanas.

Eu a vi despida...

Eu vi tua alma nua.

 

                                  Carlos.

 

 

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Dois Mil Anos  escrito em sábado 04 abril 2009 20:41

Sensual

 

Por ti, fui esmolar diante dos Templos.

Postei-me sobre o chão quente onde passei intermináveis dias a cata de moedas que me eram lançadas por caridade ou por ostentação de bondade. Não me importava. Precisava daquelas moedas.

Por ti, me degradei diante dos meus amigos.

Fui rejeitado e banido como um cão sarnento pelo medo de serem por mim contaminados.

Mas mesmo assim em toda minha vida, nunca deixei de te amar um só momento.

Mas mesmo assim em toda minha vida, nunca te cobrei por tudo o quanto passei.

 

Lembro quando adoeci e dos teus cuidados dia após dia junto ao meu leito.

Lembro do teu esforço desmedido para minha enfermidade curar.

Lembro de tua dor quando parti, deixando-te abandona a ta própria sorte.

Lembro de como sofrestes, de cada lágrima derramada após minha partida deste mundo.

Lembro de toda tua saudade sentida e intermináveis prantos.

 

Desde então,

Por dois mil anos te procuro em vão.

A cada nascimento uma esperança de reviver tudo o que foi deixado.

A cada nascimento, outro desencontro, outra morte e um atroz sentimento de perda,

Ao me dar conta de não ter te encontrado.

Uma interminável procura e desesperada busca, vida após vida.

E por dois mil anos andei de canto em canto percorrendo o mundo a tua procura.

Nunca te achava.

 

E sempre nesta procura incansável sem nunca noticias tuas vislumbrar, anos após anos com outras me deitei sem amar. Apenas era a esperança de que em outros braços pudesse viver minhas lembranças tão longe por mim deixadas, num passado já quase esquecido.

Agora te encontro minha querida, minha eterna namorada, mais linda do que antes.

Ainda na puberdade e eu em idade tão distante, mas o que importa é que nesta vida te encontrei nem que seja somente para te olhar mais uma vez.

.

Olhas para mim e estende os braços para um afago, qual uma menina que busca o carinho paternal, sem ver nesta face cansada pelos anos, o quanto de amor em mim ficou guardado.

Apenas me agarra e se joga em meus braços deixando-me por alguns segundos esperançosos do um reconhecimento das tuas lembranças.

 

Olhas para mim mais uma vez, acaricias meu rosto e me dou conta que não me reconhece,  apenas limita-se a dizer:

“Deixa que as lágrimas escorram, pois sinto que elas são lembranças de um grande amor vivido no teu passado”.

Não! Não! – Gritei dentro de mim cheio de tristeza - Minhas lágrimas refletem a dor do reencontro tardio.

 

E sem entender, continuando sorrindo tu as enxugas com teus lábios as lagrimas que dos meus olhos rolavam.

 

Meu Deus! – reclamei em silencio - Que busca perdida no tempo Senhor meu Pai!

Olhai pra mim e veja o que fiz por todos estes anos. Que sentido havia então em buscar minha vida de antes se só perdi ao viver tantos amores encontrados e nada ter dado de mim,

Sem ao menos compensar as acolhidas recebidas de outros braços?

 

Só então compreendi que não adianta queremos trazer de volta o passado.

Pois cada vida vivida, é uma lição de vida aprendida. Cada amor vivido é um amor doado.

 

Carlos

 

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